Written on fevereiro 5th, 2010 at 5:16 pm by admin

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EM DIA VOLÁTIL, DÓLAR ATINGE MAIOR NÍVEL DESDE 1/9

São Paulo, 05 – As incertezas no cenário externo continuaram a empurrar o investidor para o abrigo do dólar nesta sexta-feira, fazendo a moeda marcar a terceira alta consecutiva ante o real. Enquanto o euro marcou novas mínimas em oito meses sobre a divisa americana e o banco central suíço teve de intervir pesadamente durante o pregão na Ásia para interromper a valorização do franco, no mercado doméstico, o dólar à vista atingiu R$ 1,8909 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), alta de 0,42%, e o dólar comercial fechou a R$ 1,89 (+0,37%), oscilando entre a máxima de R$ 1,891 e a mínima de R$ 1,863. A cotação é a maior desde 1 de setembro de 2009 (R$ 1,904). Na semana, o dólar acumula alta de 0,27% e em 2010 tem ganho de 8,43%. O giro financeiro projetado de hoje é de US$ 2,5 bilhões, quase o dobro dos US$ 1,32 bilhão registrados ontem.

No segmento de câmbio turismo, o dólar caiu 0,35% hoje, cotado em média a R$ 1,973 na ponta de venda e R$ 1,85 para compra. O euro turismo perdeu 0,98% e fechou a R$ 2,73 (venda) e R$ 2,527 (compra). O euro comercial recuou 0,73% para R$ 2,573.

O Banco Central realizou leilão mais cedo hoje do que nos últimos dias no mercado à vista, até as 12h23, e fixou a taxa de corte em R$ 1,8735. O euro furou mais um suporte frente ao dólar, chegando a ficar abaixo de US$ 1,36 na mínima intraday em Nova York.

A pressão de baixa sobre o euro aumentou com a aceleração das perdas dos futuros de petróleo, que contribuiu para reduzir ainda mais a demanda por ativos de risco em um momento de crescente ansiedade com relação à deterioração da situação fiscal de alguns países europeus. Perto das 16h40, o contrato de petróleo para março na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) tinha queda de 4,02%, a US$ 70,20.

O principal dado da agenda desta sexta-feira, o relatório do mercado de trabalho nos Estados Unidos, teve pouca influência nos negócios locais porque não trouxe um consenso nos números. Ainda que a taxa de desemprego tenha caído para 9,7%, quando se esperava que se mantivesse em 10%, o corte de vagas de
20 mil postos ficou aquém da expectativa de estabilidade.

Fonte: Agência Estado (Taís Fuoco).

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